Segundo relatórios do Cadastro Nacional de Adoção, existe uma demanda maior de pretendentes do que o número de crianças aptas para serem adotadas. Apesar dos dados, o processo de adoção continua a ser demorado.
Processo de adoção “ Intuitu Personae”
Uma das variações no procedimento de adoção é quando o pretendente a adotar recebe voluntariamente a guarda de uma criança pelos pais biológicos, o “Intuitu Personae”. Foi o caso de Miriam erreira, de Nova Iguaçu (RJ). Miriam recebeu Ágata Sofia de sua mãe quando a criança ainda era uma bebê.
Ela conheceu os pais biológicos através de um projeto solidário “Semeando Esperança” que interagia com crianças carentes na Chatuba, em Nilópolis. A mãe biológica Clara* já tinha seis filhos, e tinha dificuldades financeiras para cuidar de todos, além de ser dependente química.
Família reunida na assinatura da certidão de nascimento de Ágata Sofia
Clara demonstrou o interesse em dar sua filha para Miriam esta aceitou. “A adoção é algo muito lindo!”, diz ela. “Por mais que as pessoas de fora ouçam que não tem diferença do filho adotivo para o biológico, elas não conseguem ter esse sentimento!”
Miriam é casada com Leonardo que apresentava uma complicação na saúde, a chamada varicocele, e era considerado praticamente estéril. Eles conseguiram ter um filho, o Daniel, mas não tinham mais esperança de ter outro filho, só no caso de adoção mesmo. Quando eles conseguiram a guarda definitiva de Ágata a família ficou muito feliz: “Ela nos traz muita alegria!”, conta Miriam.
Miriam lamenta o número de crianças na espera para serem adotadas: “Os orfanatos cheios, crianças abandonadas, e pessoas podendo adotar, e não o fazem por medo, por preconceito ou por não perceberem o problema”.
Segundo o Portal JusBrasil, o processo de adoção “Intuitu Personae” não é expressamente autorizado no atual ordenamento jurídico.
A espera por uma criança
O casal Adriano Araújo e Danielle Cristina, do Guará (DF), está no processo de adoção desde junho de 2014. Eles aguardam por uma criança de 0 a 36 meses de idade. Eles entram na porcentagem de 60% dos 33 mil pretendentes, onde é maior o número de pais a procura de uma criança recém-nascida.
A escolha foi feita depois que Danielle teve um problema de saúde após dar à luz a seu filho João Gabriel. O sonho do casal era de ter três filhos. Com a iniciativa de Danielle em adotar, Adriano logo viu que essa seria uma opção para realizar o sonho da família.
“Em 2007 quando o João Gabriel nasceu logo depois eu adoeci e a médica disse que eu não poderia mais engravidar. E nossos planos desde antes de casar era de ter três filhos. Então decidimos adotar e quando ia fazer trinta anos, o meu presente de aniversário foi de entrar no processo de adoção”, conta Danielle.
Repórteres: Melissa Cirino, Thaysmara Melo e Cibele Costa


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