Deputado Alberto Fraga afirma que houve desvio de verbas na construção do Mané Garrincha
Antes batizado de Estádio Governador Hélio Prates da Silveira em homenagem ao governante do DF à época, o novo Estádio Nacional Mané Garrincha tem sido alvo de discórdia e protestos desde que foi reinaugurado em 2013.
Em 2014, um relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal apontou indícios de que haveria superfaturamento de R$ 431 milhões nas obras, o que tornou o Mané Garrincha um dos estádios mais caros do mundo, orçado em R$ 1.778 bilhão.
Para o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), o complexo não passa de um elefante branco. “Passada a Copa do Mundo, qual é a utilidade do estádio? O PT roubou naquela obra superfaturada, não tem utilidade. Não tem uso constante”, avalia.
Sobre as denúncias de desvio de verba de outras áreas primordiais da sociedade, o deputado acusa o governo Agnelo Queiroz de usar dinheiro do Fundo Constitucional – de utilização exclusiva para educação, saúde e segurança – e a Terracap de vender terrenos de forma irregular. “A Terracap vendeu um monte de terrenos, loteou Brasília inteira para atender e dar continuidade às obras do estádio. Parece-me que até foi tirado dinheiro do Fundo Constitucional”, pondera.
Em contrapartida, o subsecretário de Infraestrutura da Secretaria de Turismo, Hernan Dutra, alega que o Mané Garrinha é um ponto turístico da cidade e agora também recebe visitações. “Recebemos cerca de 100 visitas todos os sábados. É um ponto turístico. As visitas eram uma demanda da sociedade”, sustenta. Entretanto, não há guias turísticos, o que dificulta a visita por parte de estrangeiros.
Apesar das inúmeras tentativas de contato, a Terracap não se pronunciou até o fechamento desta edição.
Repórteres: Nathalia Josino, Raissa Malena e Marina Araújo.

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